Em análise de fundo ao decálogo (a lista dos dez mandamentos, para os que, como eu, se perguntam: “O que é essa merda?!”) fui atingido, qual árvore isolada no meio de um campo de papoilas (árvores nos campos de papoilas?!?) por um raio carregado de dúvidas.
Ora vejamos toda a passagem que leva aos dez mandamentos:
“Todos se atemorizaram. Moisés levou os israelitas para junto da montanha e o Senhor promulgou o decálogo:
Eu sou o Senhor, teu Deus:
I - Não terás outros deuses, nem farás imagens deles para as adorar.
II – Não pronunciarás em vão o nome do Senhor, teu Deus.
III – Lembra-te de santificar o dia do sábado.
IV – Honra teu pai e tua mãe para viveres muito tempo sobre a terra.
V – Não matarás.
VI – Não cometerás adultério.
VII – Não furtarás.
VIII – Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
IX – Não cobiçarás a mulher do teu próximo.
X – Não cobiçarás a casa do teu próximo, nem o seu campo, nem o seu servo ou serva, nem o seu boi ou jumento, nem coisa alguma que lhe pertença.
O povo tremia de medo. Todos disseram: “Faremos o que o Senhor mandou e seremos fiéis”. Por ordem de Deus, Moisés tornou a subir ao Sinai e lá ficou 40 dias e 40 noites.
Então o Senhor deu-lhe os dez mandamentos, escritos por sua mão, em duas tábuas de pedra.”
Desmembrando esta passagem, cheguei à conclusão que tudo isto é apenas um golpe de propaganda por parte de alguém que quer promover uma criatura, neste caso, Deus.
No entanto, através de um chorrilho de tangas ou então de coisas que todos sabemos e que não era preciso um Deus para nos ensinar.
Começando por “Todos se atemorizaram…”, eu pergunto: Porquê? Porque é que se atemorizaram?
Também diz que Moisés levou os israelitas para junto da montanha. Ora se Moisés os levou e eles estavam atemorizados, o que é que se passou? Moisés estava armado? E se estava armado, ninguém tentou nada? É que o Moisés era só um e os israelitas são uma data deles. Não me venham dizer que tinham medo da arma porque todos sabemos que os israelitas são marados e não têm medo de ninguém, basta ver o tempo que passam à guerra com os outros. Aqui começa logo a incongruência…
Depois levou-os para junto da montanha. Para quê? Desculpem lá, mas se um bacano viesse ter comigo e dissesse: “Pessoal, tá tudo a bazar prá montanha!”, eu só ia se estivesse numa rave no meio do mato, com uma “granda” jarda nos cornos e o som estivesse a bombar. Mesmo assim, ninguém o ouvia. Mas tudo bem, vamos supor que era esse o caso. Mal o tal Senhor começasse a falar, o pessoal ficava à toa. “Então man, param a música para este sócio falar?! Qual é a vossa?! Tragam mas é o DJ Táce Náiss!”. Ou então, se a música parasse de repente, muitos podiam achar que vinha aí a bófia e fugiam. Continua a ser tanga, para mim…
Mais, não me digam que ninguém teve a lucidez de ir espreitar e ver se não era algum maluco com um megafone que estava escondido na montanha a dizer aquelas baboseiras…
Guardo os mandamentos para outro Smile.
Melhor momento:
«... ninguém tentou nada?»
9, de 1 a 10. [Julgamento extensivo ao smile seguinte]
Afixado por: Senhor Doutor em janeiro 16, 2004 07:35 PM